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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Devaneios I - Sobre o Tal do Amor

Texto escrito pela Pricila Souza:



   Hoje em dia o amor anda público demais, acessível demais e banalizado demais. Qualquer um consegue chegar ao apogeu do sentimento, mesmo que seja em uma hora, e por uma hora apenas. Com a velocidade com que o canal da TV é trocado assim são os amores e desamores atualmente. Para suprir todas as declarações e os “pra sempre” seriam necessárias umas 5 eternidades, por semana, no mínimo.
    Acho que essa coisa de amor é muito relativa, entra na categoria de “ciências que ninguém nunca vai entender”, pois amor não pode ser de exatas, muito menos de humanas, é completamente inexato, sobre-humano e, muitas vezes, chega a ser até desumano.
    O grande problema nessa história toda é a inequação, um dos lados sempre vai ser maior, um dos lados sempre vai se dedicar mais, e vai sofrer mais, consequentemente.O grande segredo é vc sempre ser a parte menor, não que eu defenda a falta de amor, de dedicação e coisa e tal, só alerto pra que o seu zelo seja menor que o do outro, um tantinho menor já basta. Um tantinho menos de sofrimento já não é um sofrimento inteiro e, acredite, isso faz diferença.
    Você quer uma história mágica, mas sem final feliz? Chame alguém de “amor da minha vida”. Quer ter uma história um pouco menos fantástica, ter uma felicidade moderada e uma vida tranqüila? Faça com que alguém te chame de “amor da minha vida”, e principalmente saiba administrar isso.
    Em matéria de sentimento temos que ser o sujeito passivo. Encontre alguém que te ame e ai sim, se permita sentir, nunca o contrário, pois mesmo que o salto seja perfeito, que os ventos estejam à favor e que a vista seja linda, nunca teremos o controle das asas que nos fazem voar, e o impacto quando estamos em queda livre é muito, muito grande.

Pricila Souza

sábado, 11 de junho de 2011

Apaixone-se - John Lennon

Oi meninas,
Para entrar no clima do dia dos namorados, resolvi postar esse texto do John Lennon. Acho tão verdadeiro, que espero que inspire vocês.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada dois em um: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


(John Lennon)